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Marcelo Abelha integra comissão do TRE que se reúne hoje para debater a reforma
A GAZETA  Vitória (ES), terça-feira, 22 de fevereiro de 2011.    Na coordenação operecional da comissão capixaba de discussão de reformulação da legislação eleitoral, o juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) Marcelo Abelha defendeu o fim das coligações partidárias e disse que a discussão sobre lista fechada ou voto distral ainda precisa ser amadurecida.  ''A coligação é um absurdo. Hoje o partido está com um, na próxima eleição com outro. Coligação é um mal que só funciona em eleição e confunde o eleitor'', frisou. Ele defendeu mais rigor para evitar caixa dois e na análise de contas e mostrou-se contrário ao financiamento público exclusivo nas campanhas.  Essas propostas, sugestões para unificar a legislação eleitoral e evitar interpretações distintas de prazos e ações para cada tipo de crime, prestação de contas e financiamento de campanha, entre outros temas, serão discutidos pela comissão, que se reúne pela primeira vez hoje ás 15 horas, no TRE.  A comissão terá representantes de várias instituições, entre as quais Ufes, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ministério Público Estadual e Federal, tribunais e sindicatos.  A intenção, segundo o juiz do TRE, é filtrar os temas mais importantes e levar a discussão a faculdades, escolas, sindicatos e ONGs antes de enviar as sugestões ao Congresso Nacional.  ''Temos de usar nosso conhecimento para colocar no papel a vontade do povo. Não é por acaso que as leis eleitorais mais importantes (da Ficha Limpa e da Compra de Voto) surgiram de iniciativa polpular'', disse.

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